
O vento, que lá fora sopra, é como minha alma buscando uma triste explicação para o que vêm procurando sem a jamais ter encontrado, o amor será? Acho que não, pobre coitada vive amarrada as dores, amargurada pela solidão que desde sempre a rodeou. Um dia um sábio me disse: "Quem muito procura respostas em nada chega", porém, em certo momento o mesmo me disse: Sabe, abre teu coração, a resposta está dentro dele, guardada, e te garanto que essa será a melhor forma de descobrir aquilo o qual tanto tempo tua alma vem procurando.
Apartir daí, me arrisquei; pus-me a andar por esse mundo, vivo aprisionado em um corpo de criança, as marcas do tempo ainda não me afetaram, porém dentro de mim, me sinto estrassalhado pelos leões das mais nevadas montanhas, me sinto corrompido pela espada de um guerreiro a qual não pude ver a face.
Não demorou muito para que a chuva caisse, mas dessa vez, ela não foi a mesma, os primeiros pingos molharam meu rosto e me fizeram entender que estava tudo ali o que eu procurava. A felicidade não era algo que se comprasse ou que se guardasse no mais profundo dos baús, ela é tão rápida e passageira, mas nos marca eternamente. Naquela tarde eu me molhei, chorei , e senti o frio do vento, enfim, me senti vivo.
O que eu mais procuro, eu não sei, mas acho que não vou mais buscar a felicidade, vou deixá-la vir até mim, me dominar, me fazer feliz, e logo ir embora, porém, os sinais, as marcas que a mesma deixará dentro de meu peito serão eternamente guardá-das. Hoje posso dizer que vivi, me arrisquei, e que as marcas de mais nada importam, porém, essas sim me ensinaram e me mostraram que o que mais vale é dar valor as coisas simples.











