sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A vida como eu a vejo

 Sabe, as vezes fico me perguntando o que realmente importa na vida. E então, me pergunto: Será que é o dinheiro? A família? Os amigos? A fé em um Deus onipresente que muitos acreditam? Será que é o amor? Será que a vida tem muito mais a tirar do que a oferecer? E então, faço uma série de perguntas a mim mesmo, que nem mesmo eu consigo respondê-las. Eu não consigo desvendar sequer o próprio mistério do que eu faço aqui. E mesmo assim, entre tantos devaneios profundos, eu continuo vivendo nesse imenso paraíso que muitos chamam de vida. E que tudo é fruto de variações intensas e mudanças contínuas.
Mas se ao menos eu conseguisse desvendar o porquê de eu estar vivo, eu poderia viver com mais veemência. As vezes eu até penso que a vida é injusta comigo, mas eu é quem sou injusto comigo. Entretanto, no decorrer do tempo, as cicatrizes que em mim foram deixadas me fizeram perceber que a vida é bem mais do que uma mera ilusão; e que mesmo sem forças e, sem motivos, para sobreviver aos nossos conflitos nós vivemos, e não paramos.
De maneira profunda eu me reconheço uma pessoa fria, emotiva e ao mesmo tempo sincera, que não se ocupa com poucas coisas, mesmo que sejam elas que enalteçam os grandes atos. Mas a vida, meu caro, é como o mar: "Às vezes, quando a maré se eleva, é porque não devemos seguir em frente senão nos afogamos. Mas se a maré está baixa temos a oportunidade de penetrá-la; mas existem os limites, e são eles que determinam até que ponto podemos ir.
Sonho todos os dias e noites em crescer, virar homem, amadurecer e ser independente, e isso vale para qualquer um; mas então eu volto ao mesmo ponto: Será que a independência é mesmo o que todos falam? Será que amadurecer é melhor do que ser criança? Porque sendo criança, eu esqueço que vivo, e sem viver, eu vou vivendo.
Sabe, e em meio a tantas perguntas, eu olho para trás e tento enxergar o que eu pude viver. Eu vejo os calos que em minhas mãos foram deixados, eu vejo as feridas que em mim foram abertas; eu vejo as portas que a mim foram abertas e eu nem sequer me dei ao trabalho de passar por elas.
A vida me deixou marcas que jamais serão curadas e respostas que jamais serão respondidas. Como já diria Clarice: "Viver ultrapassa qualquer entendimento."

Em meio a tanto eu tento viver e descobrir quem sou, mas isso já não importa mais, pois o segredo é o tempero da vida. E na vida eu descubro a essência de viver, mesmo que sem os benefícios que muitos tem ao seu favor, pois ao meu favor eu tenho a oportunidade de viver.

Nenhum comentário:

Postar um comentário